Quatro histórias sobre amamentação: relato sobre mais de 8 anos de aleitamento em minha vida

Ontem fiz as contas: foram 8 anos e 4 meses amamentando. Isso mesmo. E, para mim, não poderia ser diferente…4 partos naturais, 4 momentos de vida diferentes e muito especiais. Foi prazero? Sim! Mas não deixou de ser difícil.
No início, insegurança e medo…desinformação também. Eram muitas dúvidas, dores e muita tensão…muitas opiniões divergentes ao redor, para discernir o que era “certo ou errado”, naquele primeiro momento.
Chorei muito, me vi sem chão…parecia que estava sozinha, abandonada. Mas, ali no colo, as melhores companhias do mundo…a questão é que elas dependiam inteiramente de mim. Aquela situação me desesperava.

Para uma pessoa, aos 22 anos de idade, que precisou ler as instruções da embalagem, para trocar a primeira fralda do recém nascido, tudo era muito angustiante…Nascida um pouquinho antes da hora, Íris também apressou nosso aprendizado (autodidata). Havia lido muito sobre parto, escolhia e vislumbrava como poderia ser…mas não muito sobre a amamentação, a não ser as orientações da época sobre o preparo dos mamilos  – nada tão indicado atualmente. Para mim, seria algo natural…sem dificuldades. Mera ilusão!
O primeiro desespero veio quando percebia que meu peito estava diferente, mas não jorrava leite. Íris sugava e “nada” saía. Aparentemente! Ninguém havia me dito ainda o que era o colostro…também não sabia que, naquele final de semana inteiro, antes da primeira ida ao pediatra, ela estaria acalentada e satisfeita apenas com aquelas gotículas quase imperceptíveis do poderoso colostro. Ele continha tudo (todos nutrientes) que a pequenina iria precisar nos próximos dias. Mas eu chorava, achava que não seria capaz de amamentar…e ouvia tantas possíveis considerações a respeito de “soluções práticas” para resolver aquele problema que não existia: oferecer chá, água, fórmulas…Mas, fomos persistentes e logo veio a abundância. Íris mamou até 2 anos e 4 meses. 
A amamentação exclusiva não foi tão longa. Precisava voltar à faculdade e conciliar com os trabalhos freelances que conseguia por hora. Organizamos nossa rotina de forma diferente, para que em um turno eu pudesse estudar e, no outro, Daniel. Um fator importante foi este companheirismo. Mas, veio o momento que o cansaço não me permitia reservar leite para o tempo de mamada que eu não estivesse com ela. Um sofrimento pra mim, aquela tal de bombinha sugadora, ou sei lá como se chama (rsrsrs). Tentei inúmeras vezes, mas nada. Pra mim, era um tempo perdido. Estava em casa, passava horas tentando juntar umas gotinhas de leite, enquanto nem aproveitava a pequena companha no colo. Desisti! Naquele momento entendi o que seriam momentos bem aproveitados: enquanto estava com ela, era colo, mamar e aconchego o tempo inteiro. No momento que eu não estava, aderimos à introdução alimentar. Pronto. Não digo que foi sem culpa, mas foi uma excelente decisão.
Passados estes primeiros meses, primeiro e segundo anos completos, ela continuava a mamar. Sempre que estava em casa, optava pelo que se chama hoje de “livre demanda”.
Alguns diziam que este era o motivo para que ela acordasse muitas vezes à noite e até mesmo, só quisesse dormir na cama (este assunto vale outros posts).
Outros criticavam: ” ela não come bem? porque ainda mama deste tamanho?” (com um ano e meio)…e assim, entre críticas e elogios, fizemos o que achamos melhor…mamou até 2 anos e 4 meses.

No segundo filho a gente sempre acha que já tem todas as experiências necessárias. Mais um mito…pura ilusão!  Ouvimos as mesmas críticas e “sugestões”, de sempre…tentamos nos equilibrar. A inquietação pela “incapacidade” de amamentar nos primeiros dias não existe mais. No entanto, ainda batem algumas inseguranças…atenuadas, é claro. É latente como, em tantas situações, tropeçarmos no jogo de “corrigir os erros” cometidos outrora. Até ouvir e atender profissionais sem exercitar nossa capacidade de coerência:
– Ele acorda muitas vezes pra mamar? (pergunta o médico)
– Sim.
– à noite, faça uma mamadeira de leite (NAM, ou outra fórmula receitada) que, em alguns dias ele diminuirá o despertar noturno

– Ah!!! antes continuasse com a amamentação. Pelo menos não precisaria preparar mamadeira de leitinho morno pela madrugada.
Assim, tentando fazer alguns “ajustes” em nossos cuidados com os pequenos, inserimos hábitos nada saudáveis na família. Para uns, a mamadeira poderia significar a divisão de tarefas: não caberia apenas a mim, a missão de amamentar o filhote. No entanto, logo a decisão me inquietou. Novamente o sentimento de culpa. Havia me dedicado menos tempo à amamentação de Davi: ele mamou por 1 ano e 2 meses.

Quando Caio nasceu, senti que era minha chance. Resolvi que desta vez faria sim, a amamentação exclusiva por pelo menos 6 meses. E assim foi. Recusei emprego para me dedicar integralmente a eles três, além de poder manter minha meta de aleitamento exclusivo. Assim o fiz. Caio mamou até 2 anos e 4 meses. Naquela época não era difundido o conceito de Baby-led Weanirg (BLW), que apresenta a alimentação de forma palpável, para que as crianças tenham autonomia na introdução alimentar. Mas, intuitivamente já praticava a técnica desde as primeiras ofertas, também a Íris e Davi. Considero que esta experiência intuitiva rende frutos até hoje, quando os vejo comendo de tudo.

Parecia já estar expert no assunto. Nada me abalaria! Nina também teve amamentação exclusiva até 6 meses e meio. No início, não me inquietei com a oferta do colostro…não troquei as mamadas por mamadeiras…mas os “pitacos” externos ainda existiam:
– Ela mama até agora? não está mal acostumada?
Sim! Também mamou até  2 anos e 4 meses.
Respondendo às demasiadas interrogações:
– Sim! já comia de tudo.
– Sim, dormia bem à noite.
– Sim, ficava bem em minhas breves ausências.
Mas o aconchego, momento único compartilhado entre nós duas, se dava exatamente daquela forma.

Com respeito à situação pessoal de cada mulher no enfrentamento das condições difíceis do pós parto  (que, por sinal, não se resume a alguns dias ou meses), as histórias de luta e resistência feminina não são apenas travadas por situações externas…Mastite, cansaço, inquietação, depressão, angústia, insegurança… são tantos medos gerados dentro de um círculo, que o reconhecimento sobre nossa força e capacidade de superar obstáculos e situações limites é fundamental para  o crescimento de mãe, criança e família. Para mim, pessoalmente, é como falar das “dores do parto”…há um conforto e satisfação que se seguem.  Desses mais de 8 anos que angariei na amamentação, cada momento foi crucial para o meu equilíbrio emocional, tanto quanto pra tranquilidade deles. Foi importante para minha saúde física, tanto quanto para a deles. Foi prazeroso para mim, com tamanha intensidade quanto para eles. Foi motivo de segurança e serenidade, para mim e para eles. Foi e é importante, até hoje, para nossos laços de confianças pela vida.

Ah! a única coisa que não consegui realizar nestes mais de 8 anos, foi a doação de leite materno. A retirada de leite continuou sendo muito difícil pra mim.

Mas, com certeza é algo engrandecedor, para dar a oportunidade a outras pessoas construírem sua história de amamentação…ainda que por sonda, ainda que uma avó…ou um pai que tenha a missão de aconchegar seu pequenino e oferecer as primeiras mamadas.

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Natal participativo: decoração criativa, cozinha e solidariedade

A magia do Natal, como o sorriso de uma criança feliz é irradiante. Melhor ainda, quando fazemos desta uma festa colaborativa – com a ajuda de quem irá participar. A ideia  também inclui as crianças pequeninas no momento de decoração da casa, produção da ceia e, até mesmo, na troca de presentes ou cartões natalinos. Veja três dicas Práticas, para ter momentos inesquecíveis neste natal:

DECORAÇÂO: simples e criativa


O colorido dos desenhos infantis pode dar vida e um charme especial na decoração

Independente dos costumes e da época do ano, preparar a casa para um momento especial é uma tarefa animadora. Esta satisfação é facilmente passada aos pequeninos com um pedido de ajuda para as tarefas mais simples, como escolher flores para decorar o ambiente. No caso das festas de fim de ano, colocar enfeites numa árvore, pendurar guirlandas ou simplesmente acompanhar o momento luz de ver a casa com algum objeto simbólico diferente do habitual, já é uma novidade. Uma ideia para os pequenos artistas, é cortar círculos de papel ou papelão para que façam desenhos coloridos. Em seguida, faça um furinho e amarre uma pequena fita. Aí está um enfeite criativo!

 NA COZINHA: tudo começa cedo


Ter uma mesa em sua homenagem, para que não precisem esperar o badalar da meia noite e possam aproveitar as delícias da festa é uma ótima ideia. Mas, as crianças não apenas são convidadas especiais, como também podem ajudar no preparo da Ceia. Este é um momento delicioso e elas não precisam ficar de fora. Para os pequeninos, o ritmo da festividade começa ainda nos preparativos, e eles podem ser feitos  alguns dias antes, como por exemplo, com a escolha de uma receita, ou mesmo a produção de quitutes que permitam armazenamento antes de serem servidos: biscoitos, bolos, panetones….basta se programar um pouquinho, para  a festa começar com a mão na massa. Uma receita deliciosa e simples de fazer com as crianças, mesmo no dia a festa, são as tradicionais rabanadas.


PRESENTES: Dar e receber


Mesmo com a tamanha espera pela chegada do Papai Noel, ou presentes da família, fazer com que as crianças participem desde cedo  de uma troca de presentes, ou cartões natalinos é muito importante. Elas também ficam felizes em dar atenção especial, mesmo com algo simples: um desenho, pequenas “lembrancinhas” ou cartões feitos à mão. Vale também , é claro, a doação daqueles brinquedos, livros, sapatos ou roupas a outras crianças que necessitam. O hábito de dar, além de receber é gratificante e enriquecedor para todas as idades.

Como cultivar o hábito voluntário de doar presentes?
Em todo o país, movimentos solidários de ajuda às crianças e famílias que necessitam de apoio cresce com a consciência da nova geração. Vale toda forma de atenção: da doação de cabelo às instituições de apoio às pessoas com Câncer, como fez Caio, aos 12 anos de idade; ou qualquer outros tipos de Campanhas voluntárias, como a Ação Social “Pés Dignos” criada por Nilo. Hoje aos 13 anos de idade, ele lembra como tudo começou:  em 2011, aos 7 anos, durante campanha para doação de brinquedos numa comunidade carente de Brasília, Nilo percebeu que as crianças que conhecia naquele momento andavam descalças por todos os lugares  …perguntou aos pais porque não poderia doar chinelos, além de brinquedos. Assim começou a Ação Social Pés Dignos que completa 6 anos e acaba de doar mais de 500 pares de chinelo para crianças de comunidades desfavorecidas do Distrito Federal.  As histórias são bonitas e inspiradoras. Cada um pode descobrir a melhor forma de presentear. Online, a ONG @padrinhonota10, dá dicas de como ajudar crianças de todo o país, com doações, apadrinhamento, trabalho voluntário ou adoção. Uma coisa é certa: não há época para quem quer ajudar…todo dia é dia. Alguns podem se tornar ainda mais especiais.

SERVIÇO:


Produtos feitos por mães empreendedoras do DF são ótimas opções para o Natal e todas as épocas. Vale conferir calendário de feiras  com mulheres empreendedoras em sua cidade. Fotos @dlmfotografia

Para Presentear:
No próximo sábado, dia 16, acontece a 2ª Feira Materna – organizada pelo Coletivo As Vizinhas (@coletivoasvizinhas) – Na 305 Sul, das 10 às 14h.
Clique aqui e conheça quem está à frente dos Negócios de Mãe na capital do país.

Crianças na Cozinha:
@cozinhadominichef: Oficinas de Férias com cardápio especial de Natal para ser feito por toda a família: Programação Completa e Inscrições pelo site http://www.cozinhadominichef.com.br. À venda também, kits MiniChef para que, nestas férias, os pequenos coloquem a mão na massa!

Arte e Decoração:
@brinquedosdepapelaobsb: ótima dica para uma brincadeira criativa, que vira enfeite de Natal: árvores de Natal e outros brinquedos de papelão para exercitar a criatividade em qualquer época do ano. Vale conferir! https://www.euamopapelaoexp.com.br/

 

Postos de Doação de Brinquedos em Brasília:


ABRACE – QE 25, Área Especial I, CAVE – Guará II . Para mais informações sobre doações, entre em contato com a Central de Doações pelo telefone 3212-6000 ou pelo e-mail centraldedoacoes@abrace.com.br

Casa de Ismael – Lar da Criança:
Conjunto G – W5 – Sgan 913 – Asa Norte, Brasília – DF, 70790-140 (61) 3272-4731

Aldeias Infantis:
SGAN 914, Conjunto F, Área Especial – 
Asa Norte – BrasíliaDF – Tel: 61-3272-3482

Creche Alecrim:
Quadra 1 conjunto 4 lote 1 – Setor de Oficinas, Estrutural-DF (próximo à Cia Toy)
Horário de funcionamento: 8h – 17h  (61) 9575-0755

Lista de Orfanatos e outras Instituições:
www.padrinhonota10.com.br