Muitas fases… e curiosidades

Por Ana Inês

repórter mãe de Íris, Davi e Caio

A 1ª vez- Quando decidimos colocar nosso bebê na escolinha (berçário, ou creche), pensamos em uma extensão de nossa casa. Por isso, tantas reticências na hora da escolha…
Mesmo com tantos cuidados, atenção redobrada e com a chamada “fase de adaptação”, que parece não dar tempo ao tempo, o sofrimento daquela rápida separação não é só deles. Nós também, que iremos nos desgrudar pela primeira vez, ficamos inseguros e até engolimos o choro. Precisamos ter segurança, mas bem que gostaríamos de ser um passarinho pra chegar na janela da salinha que o bebê está e ficar observando aquele pedacinho de mundo, que dali por diante será dele.

Os primeiros passos – Quando já sabem falar, andar e saem de bebezinhos às turmas do infantil, qual é o pai, ou mãe, que não tem curiosidade em saber como foi a roda de conversa naquele primeiro dia de volta às aulas? Ou mesmo, como foi feito aquele trabalhinho que separamos com tanto carinho pra mostrar pros tios, avós e amigos? Até numa viagem a trabalho, quem não para pra pensar: “o que fez hoje o meu pequeno?”. Hoje, as pastinhas de trabalho (verdadeiros portfólios) vêm até com fotos de alguns momentos, e já conseguem nos aproximar um pouco dessas tantas fases e curiosidades.

A 1ª leitura – Durante a alfabetização, nem se fala! Se a relação com o professor volta a ser tão estreita e carinhosa é também uma fase de grande independência. Eles começam a enxergar, ler o mundo de outra forma e, por isso mesmo, nossa curiosidade volta à tona: como foi feito esse texto? O que você escreveu (ou disse) aqui? Qual é o seu desenho? O que aconteceu no tão esperado acampamento na escola?

O primeiro salto – nas entrelinhas do crescimento vem o ensino fundamental… agora são eles que enfeitam os cadernos e escrevem na agenda apenas as atividades de casa – deixam de trazer recadinhos e já fazem os cálculos do próprio boletim. Todos os dias chegam eufóricos, trazem novidades… Começam a entender raiz quadrada, falam sobre sexualidade e são os ambientalistas do futuro. Ainda está em tempo… é bom deixá-los contar, sentir que estamos juntos aprendendo, saberem que estamos sempre por perto.

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