Notícias daqui

Por Ana Inês

Repórter mãe de Íris, Davi e Caio

Abrir o Jornal de do final de semana foi me ver no espelho. No sábado, assim como durante o último mês, as manchetes e os assuntos da blogosfera (acima, selo da vez no site amigosdablogosfera) sobre os casos de febre amarela me fizeram lembrar que nossos passeios de férias tiveram uma pausa, de onde saiu uma das dicas mais importantes para a segurança e a tranqüilidade de uma viagem em família: além das certidões de nascimento e carteiras de identidade, os cartões de vacina são imprescindíveis. Eles, ou cópias atualizadas, deveriam ser documentos obrigatórios na bagagem e, vale usar como regra, inclusive para este carnaval.

Com tantas notícias e desinformações sobre os casos da doença em determinadas regiões, fiquei em dúvida se deveria dar uma nova dose da vacina a Íris ( por ter 11 anos completos) e também, se os meninos ( com 7 e 2 anos de idade) já estavam protegidos. Vimos então, que no calendário dos Postos de Saúde do Centro Oeste, a vacina está programada para crianças com um ano de idade (podendo ser dada a partir do 6º mês). Mas no Nordeste o calendário é outro e, como Íris nasceu em Recife, só foi vacinada aos 3 anos, quando chegamos em Brasília. Então tudo bem. Lembramos que ela e Daniel se vacinaram, mas que eu não pude ser imunizada por estar grávida de Davi (1999) e de Caio (2004). Assim, desta vez, lá fui eu com a revolta da vacina às avessas – em vez de reclamar, acompanhei a indignação de algumas pessoas em trânsito no aeroporto, pela falta da vacina no Posto da ANVISA, em Recife.

Já no domingo o assunto foi outro. Abri a Revista do Correio Braziliense e me encaixei nas entrelinhas. A matéria fala das mães do milênio, mulheres que usam a era digital para trocar informações, preocupações e experiências sobre seu crescimento a partir da maternidade, o dia-a-dia e a formação dos filhos. Resumindo, cada uma delas é assim…repórter mãe.

Anúncios

360º em Mergulhos culturais

Por Ana Inês

Repórter mãe de Íris Davi e Caio

Estamos de volta. Brasília 16 graus…
Desfazendo as malas e olhando as fotos percebi o quanto conseguimos aproveitar em nossa imersão de volta às origens:

Nas feiras e no Mercado de São José revivemos o sentido de cidade, sem passeios de shopping, reencontrando a vida a céu aberto. Conversamos com as pessoas na rua: o guardador de carro, o feirante, o senhor naquela cadeira de balanço na beira da calçada e a senhora que presenteou Caio – inconformado por não ganhar tudo o que via pela frente – com um mané gostoso (foto). Ouvimos o som do repente, do roi-roi, do sininho que anuncia o picolé, do frevo e da correria dos passantes na rua.

Foi realmente um mês de grandes espetáculos. Íris e Davi entraram no picadeiro com os artistas do circo, foram mascotes num jogo de futebol no estádio dos Aflitos com os primos, fizeram catavento de papel com Caio e venderam na porta de casa a quem passava pela rua; correram descalços e andaram soltos fazendo “brincadeiras de antigamente”.

Nossos últimos mergulhos culturais foram no atiliê de Francisco Brennand e na travessia pelos rios e pontes da cidade. Também no Bairro do Recife, no Teatro Apolo, quando assistimos a umas esquetes da trupe Doutores da Alegria, com os “Poemas Esparadrápicos”. Um musical de humor infantil refinado, que há muito tempo não presenciava nos palcos de programação infantil. Por lá, reencontramos amigos e nos divertimos, desde as 10h da manhã. Fechamos o dia com um banho de chuva, correndo pelas ruas, no meio de uma tarde tão despreocupada.

No sábado, antes de embarcarmos de volta, demos um “pulinho” pra completar nosso passeio em Itamaracá. Fomos até a cede do Projeto Peixe-boi, no Centro Nacional de Mamíferos Aquáticos – para mais uma aula viva sobre preservação ambiental, assim como fizemos no estuário de Maracaípe para conhecer de perto os cavalos marinhos. Desta vez queríamos ver um filhote de peixe-boi, que havia nascido há um mês. Mas, fomos surpreendidos com o nascimento de mais um bebê aquático e presenciamos seus primeiros momentos de vida. Nascido ali nas piscinhas do projeto, na noite anterior, o bebê (da foto ao lado da mãe) é o mais novo membro da família – ainda isolado dos demais animais e protegido da área de maior visitação. E, pra lembrar ainda mais do passeio, os meninos terminaram trazendo um souvenir muito fofinho (na verdade três), uma família de peixes- bois de pelúcia feito pela Eco-Oficina Peixe-boi e Cia. As fotos que tiramos certamente irão ajudar nos trabalhos escolares de Íris e Davi – como já fizemos no ano passado, depois de nossa visita ao Projeto Tamar e da observação das baleias jubarte, na Bahia.