Não fale com estranhos e não dê sua senha!

Por Ana Inês
Repórter mãe
de Íris, Davi e Caio




Pensamos sempre em mil maneiras de garantir um ambiente seguro para nossos filhos, desde quando escolhemos os protetores do berço, até quando acordamos no meio da noite pra ouvir a respiração do bebê. Sem falar nos primeiros passeios de carro: se no colo, ou direto no bebê-conforto. Ainda lembramos da pergunta que mais parece um clichê: babá ou creche?.

Mais tarde, nos parquinhos, na escolinha e em nossa própria casa os cuidados não param. Mais cedo do que imaginávamos nos vemos preocupados com os riscos da rua, a atenção para não soltar a mão, não se perder na praia e não falar com estranhos. Essas velhas dicas servem inclusive na descoberta do mundo virtual! Mas, será que nossas orientações vão servir no primeiro momento de independência?

Nos últimos dias assisti a uns filmes que remetem à formação da infância e à mudança dos rumos na adolescência. Eles me fizeram pensar…

Havia um tempo lembraria de mim mesma e dos amigos. Mas hoje (engraçado e dramático) penso como mãe – de imediato penso em meus filhos. Um dos filmes ainda está no auge, “meu nome não é Jonny”, e pra quem viu ou pretende ver, poucas palavras bastam: como educar, orientar, amar e acompanhar meus filhos? Como lhes passar o pensamento crítico sobre o que não é apenas de um rótulo “certo ou errado”?

Me pergunto uma coisa: mesmo que façam metade do que fiz, mesmo que passem pelas ruas por onde andei, como ensinar o discernimento de viver com segurança, tranqüilidade, paz, saúde e felicidade? Afinal, isso é o que desejamos inclusive pra qualquer pessoa que encontramos nos primeiros instantes do ano, não é?

O que nos resta é orientar e, não esperar, a palavra certa é acompanhar o máximo e (sem cair na paranóia), acompanhar quase o impossível. Pois, assim como tantos riscos futuros existe um que, para muitos, chega de mansinho, aparecendo até como um comentário ou gesto inofensivo mas, de repente, nos dá uma rasteira. Problema sobre o qual devemos, sim, tomar consciência e nos preocupar desde já: a Pedofilia.

Essa semana o assunto veio à tona com a nadadora Olímpica Joanna Maranhão, 21 anos, ao declarar que sofria abusos sexuais, cometidos pelo técnico dentro da piscina aos nove anos de idade. Hoje,14/02 (coincidências à parte), quando a mãe da atleta decidiu divulgar o nome do suposto agressor, havia sido o dia proposto pelos Amigos da Blogosfera, para uma Blogagem Coletiva de alerta Contra a PEDOFILIA, tema que precisa ser pesquisado e escrito com letras garrafais em defesa da inocência.

Leia Mais:
Blog Luz de Luma, responsável pela Campanha

3 comentários sobre “Não fale com estranhos e não dê sua senha!

  1. Anônimo disse:

    Olá, Ana, tudo bem?Esta é a primeira vez em que entro no seu blog e achei muito bacana.Quem me apresentou foi a Paula Perim, aqui da Crescer, na qual agora faço parte e sou repórter do site. Espero poder trocarmos experiências. Aproveito para fazer um convite para dar um pulinho lá no meu blog quando tiver um tempinho.Um grande beijo,Anahttp://www.blogdaaninha.globolog.com.br/

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  2. luma disse:

    Ana, essa blogagem eu decidi num estalo no dia 24, por ocasião da blogagem da febre amarela.De lá pra cá fiz várias postagens sobre o assunto no meu blogue e a chamada no “Amigos da Blogosfera”.Antes disso, nada sobre pedofilia passava na minha cabeça a não ser a definição do termo. Ocorreram fatos que me levaram a saber sobre o assunto e falo sobre isso, numa entrevista que dei para a Samantha Shiraishi. Nela conto da minha indignação e revolta por constatar que, somente a polícia federal está empenhada em caçar pedófilos e com pouca ajuda. Basicamente de ex-policiais aposentados e estudantes universitários. A sociedade tem que ajudar, pais e educadores, tocar na ferida e discutí-la. Não vamos tapar o sol com a peneira! Denúnciar! É preciso saber que existe gente interessada em acatar as denúncias e ajudar.Agradeço a sua participação na blogagem coletiva!Quanto a dar asas aos pequenos – Mesmo que queira mantê-los debaixo das asas, chega uma hora que eles exigem liberdade e nessa hora, cabe a nós a resignação. Assim como coube aos nossos pais. Eles também achavam que nós não éramos capazes. boa semana! Beijus

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  3. Ana Inês disse:

    Luma, obrigada pela visita surpresa ao repórter mãe. Infelizmente ainda considero tímida a disposição das pessoas em prol de alertas tão importantes quanto estamos fazendo entre os amigos da blogosfera mas, realmente estamos alçando vôo para a consientização de todos sobre problemas que podem parecer do outro, mas são nossos tão nossos – como pais e mães. Resignarmos um dia com a independância dos filhos, com certeza não, mas sim, orientá-los com segurança para a conquista de uma tranquila maturidade. Sobre a riqueza poética da Clarinha, tomo para mim como presente. Obrigada!

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