Sopa de Letrinhas – Gourmetzinho do Miguel

GOURMETZINHO DO MIGUEL – POR  MICHELE NOGAMI


 

 

 

 

 

 

 

Diretamente do IG @gourmetzinhodomiguel, nas redes sociais, este é um livro de nutrição divertida para bebês, crianças e adolescentes…na verdade para toda a família. São 50 preparos, desde purês e papinhas a lanches escolares e um cardápio completo que pode até levar o toque especial do minichef da casa. Lá Miguel, aqui Nina e, em sua casa, imagine quem pode colocar a mão na massa!

O livro colorido e cheio de vida traz dicas úteis e nutritivas ao dia a dia.

Em viagem a Recife, compramos o nosso na livraria Imperatriz, mas você pode  receber o seu em sua casa. Envie um mail para a autora, Michele Nogami, mãe do Miguel: gourmetzinhodomiguel@hotmail.com

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criatividade para viver

Discussão atemporal: como educar nossos filhos para serem pessoas ativas e criativas, quando a objetividade do dia a dia nos mostra apenas o que é prático, embalado pra viagem ou com dicas instantâneas para soluções urgentes?
Desde a escolha de um roupa pra começar o dia, ao preparo de um lanche, até a “maneira certa” de lidar com as pessoas – se cumprimenta, diz as “palavrinhas mágicas”, dar um beijo e faz de conta que tem intimidade… nossa convenção de “bom comportamento” tem sido repassada às crianças sem mesmo observarmos o momento ímpar pelo qual ela está passando. Nossa angústia – antiquada ou pra lá de pós moderna –  já é “compartilhada” em todas as redes, mas não paira sossegada.

Além de precisarmos de todas as espécies de tecnologias para lavar, secar, fazer cafezinho, escrever, nos lembrar de aniversários e outras datas; hoje dependemos de tantos apps, que nem sabemos mais como nos programar. Na verdade, parecemos viver na inércia e a ela também delegamos as crianças.

Quando me deparo com discussões sobre a necessidade de criar filhos com afeto, ou não; elogiar, ou não; dar colo, ou não…paro e me pergunto: por onde anda nosso instinto materno (ou paterno), nossa sensibilidade e nossa auto crítica? Para mim, os argumentos, para afastar cada vez a importância do apego, pode inverter a logica de nossas decisões:

Não é porque trabalhamos, mas como encaramos o trabalho.

Não é porque empreendemos, mas como e porquê, decidimos empreender;

Não é porque conquistamos independência, mas como formamos nossa autonomia;

Não é porque precisamos, mas o que queremos ter…

Hoje é comum acrescentarmos #hastags em tudo aquilo que precisamos nos empenhar, inclusive #filhos. Mas o que isto quer dizer? A quem estou sinalizando um pedido de socorro virtual, para que vejam, ou me respondam o que devo fazer?

– Devo acordar pra dar mamar, deixar dormir na cama dos pais, iniciar blw ou papinhas tradicionais;

– preciso escolher a melhor escola  – que insere a criança num ranking  para concursos e vestibulares ;
Posso liberar TV quando acorda, ou até mais tarde, mas nada de conversar sobre política,  sexo ou  alimentação, trabalho, vida adulta…As fases passam rápido e nós,  sempre em busca de respostas prontas. Parece que esquecemos de tomar as rédeas de nosso próprio pensamento e assim seguimos também com a criação de nossos filhos…

Será que não seria melhor nos permitir parar um pouco, observar, conversar, ouvir, valorizar a importância de se conhecer, saber o que gosta, o que consegue fazer ou inventar… Será que não é hora de ensinar a aguar as plantas, tirar frutas do pé…comer, agradecer, inventar receitas e pintar…

Será que não seria melhor dar pra cada um – além de se presentear – com um papel em branco, colorido, vazio, para que possa dobrar, riscar, rabiscar… criar?